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    TRAVELOG 2011


    - a selection of letters, news, reactions, thoughts (both ours and those of others), experiences from Holstebro and travels abroad

     

    15.12.2011


    From Luciana Martuchelli (Brazil):

     

    "O encontro com o ator, para mim, era o momento da verdade. Quem faz teatro sabe que momentos como esses existem. Nas mãos eu tinha tesoura e agulha, como exigia minha função, mas o que eu cortava e costurava era pele e carne humana. Eu precisava saber exatamente onde enfiar a agulha e onde fazer o fio passar, onde uní-los e onde cortar, onde remendar e juntar fragmentos rasgados ou transplantar órgãos provenientes de corpos estranhos. Em minhas mãos, a matéria viva sobre a qual eu operava se transformava, correndo o risco de se esvair em sangue ou dissipar sua carga vital". (Eugenio Barba)

     

    Olá gente de teatro querida,

    Foi um grande prazer recebê-los, na capital do país, para tentarmos descobrir juntos um pouco dos incríveis segredos da ARTE SECRETA DO ATOR...
    Esperamos que tenham aproveitado ao máximo estes dias intensos pensando através de ações, e que esse encontro personal e prático com a tradição viva do Odin Teatret , seus mestres, suas palavras e pensamentos andantes, tenha sido como uma bússola dourada, destas que apontam para o que mais profundamente amamos neste oficio!

    Eu e toda equipe da Arte Secreta do Ator - Odin Teatret Brasil e do Solar Guadalupe, desejamos que tenham tido um bom e inspirado retorno aos seus países, cidades e "vidas reais". Em breve, disponibilizaremos para download algumas fotos de registro do evento, assim como a lista de e-mails dos participantes desta edição, para que possam estar, não só em contato com os nosso projetos com o Odin Teatret, mas para propagar e nutrir essa rede de relações que começou e que tem como afinidade buscas de tão alto calibre.  Vocês serão comunicados por e-mail. Enquanto isso, lembramos que será muito bem vindo um email com feedback e impressões sobre esta experiência para vocês, assim como sugestões para aprimorarmos nosso projeto de excelência dramática junto a Eugenio Barba e Julia Varley.

    Mais uma vez agradecemos a presença, empenho e desejamos Boas Festas e um criativo e produtivo 2012.

     

    Foto-A-Arte-Sec---lille.gif

     

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    08.12.2011

     

    The Bridge of Winds joins Ryde School in the Lucia evening at Ryde Sognegård.

     

    Photos by Tommy Bay >>

     

    Photos by Francesco Galli below:

     

     

    This macro does not provides rendering in WYSIWYG editor

     

     

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    05.12.2011

     

    A arte secreta do ator: Teoria e prática no Brasil

    O dicionário de antropologia teatral e o workshop do Odin Teatret em Brasília

    Autor: Patrícia Furtado de Mendonça

     

    Eugenio Barba e Julia Varley - foto Marcelo Dischinger.jpg

    Eugenio Barba e Julia Varley. Foto: Marcelo Dischinger.

     

    É possível conhecer todos os segredos da arte do ator? Até que ponto pode-se revelar o que é secreto? Não seria uma contradição organizar um "dicionário de antropologia teatral" cujo objetivo é revelar o que normalmente se esconde? E como transportar a teoria para a prática, como estimular um ator a "pensar através de ações"?

    O Odin Teatret, grupo dinamarquês fundado por Eugenio Barba em 1964, chegou ao Brasil pela primeira vez em 1978, quando os atores Roberta Carreri e Francis Pardeilhan passaram dois meses em Salvador estudando capoeira e dança dos orixás, convidados pelo Grupo Teatro Livre da Bahia. De lá para cá, as trocas entre o Odin Teatret e vários artistas brasileiros só fez aumentar, em quantidade e constância ao longo desses 33 anos.

    Luis Otávio Burnier (1956-1995), ator e fundador do Lume Teatro, Paulo Dourado, diretor teatral e professor da UFBA, Aderbal Freire-Filho, ator e diretor teatral residente no Rio de Janeiro, e Nitis Jacon, que por muitos anos dirigiu o Festival de Teatro de Londrina, o FILO, foram os responsáveis pelas primeiras turnês do grupo no Brasil, que incluíam espetáculos coletivos e individuais, demonstrações de trabalho, teatro de rua, palestras, workshops, encontros com grupos de teatro etc.

    ... >>

     

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    16.10.2011

     

    Det_kroniske_liv--PLAKAT.gif

    The new Odin Teatret ensemble perfomance

    THE CHRONIC LIFE,

    first presented in Holstebro on the 12th September 2012 followed by a further 12 performances, was well received by both by the public and the press ...

    Review by Knud Jakobsen, Holstebro Dagblad >>
    (local Danish daily newspaper).

     

     

     

     

     

     

     

     

    On 4th October the performance had its Italian premier in Prato at the Festival Contemporanea. Also here the performance was well received and played for a full house every evening from the 4th until the 8th October.

     

    Review by Massimo Marino, Corriere di Bologna, Italy >>

     

    Corriere-di-Bologna.gif

     

     

    After Festival Contemporanea the tour continued to Wroclaw, Poland with another 4 performances 13th - 16th October and book presentation at Studio Na Grobli hosted by the Co-producers The Grotowski Institute.

     

    The tour is now going up north for the OKNO Festival in Szczecin, Poland with performances on the 19th - 21st October as well as work demonstrations, book presentation and film programme.

     

    In November the performance will be played in Lecce (9-13 & 16-18 November) at Teatro Koreja and at Teatro Era in Pontedera, Italy (23-26 November).

     

    Click on links above to read more about the programme at the different venues.

    For further reviews (click here) >>

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    03.10.2011

     

    Articolo pubblicato sulla rivista pisana "Atti & Sipari", animata dal classicista Guido Paduano.

     

    Franco Perrelli:

    La vita cronica dell'Odin Teatret o della serendipità


    La vita cronica dell'Odin Teatret nasce in più tappe, per aggregazioni di sedute di lavoro intense, ma isolate e apparentemente caratterizzate da una peculiare autonomia creativa da parte degli attori. L'inusitato sfilacciamento delle prove dal 2008 al 2011, da un lato, s'imponeva in una formazione teatrale sempre molto impegnata a produrre eventi e attività d'ogni genere e, da un altro, derivava da un'antica prassi di ripartire, per ogni nuovo spettacolo, rimescolando le carte ovvero da una sorta di preordinata crisi: «… ci è stato chiesto solo di arrivare alla prima prova disposti a verificare se ancora eravamo in grado di fare un spettacolo insieme», ricorda l'attrice Julia Varley. A dimostrazione che La vita cronica (che inizialmente si presentava con il disorientante titolo di XL Extra Large) sarebbe nata solo se possibile e quindi se necessaria per un maturo gruppo di attori composto oramai quasi tutto da maestri.

    In uno scritto sul programma di sala del Sogno di Andersen (2004), il regista Eugenio Barba portava l'attenzione sul concetto di serendipity, messo ... >>

     

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    28.09.2011

     

    Now published on DVD and available for purchase though our webshop >>

     

    GAMBUH: THE ANCIENT DANCE DRAMA OF BALI

     

    Gambuh - archaic, highly stylized, by turns raucous and exquisitely stately - is said to be Bali's oldest surviving ritual theatre, comparable to Nô theatre in Japan and Kathakali in India. Its music, literature, and very specific dance vocabulary are thought to originate from Java of the Majapahit era, at the apogee of the classical Hindu-Javanese court culture.

     

    The original recording of this DVD was carried out in 1994, at a time when most of the old Masters were still in a position to participate . It is an extremely valuable historical witness to an era of grand Masters that will never be seen again. A recording that was made in the very nick of time.

     

    Regular performances on the 1st and 15th of the month are held at the Pura Desa in Batuan.

    Introduction to Gambuh 15"

    Performance: 58"

    In French

     

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    16.09.2011

     

    REVISTA DE TEATRO | Nº 524 | MARÇO/ABRIL 2011

    Dois artigos:

     

    Patricia Furtado de Mendonça:

    Dois artesãos confrontam as ferramentas do ofício

     

    "Pode o ator transmitir o que não se pode transmitir com palavras? Isso é o que me interessa: pôr em forma a incompreensão". Foi com esse tipo de questionamento
    que Eugenio Barba abriu o seminário Cruzamento de Dramaturgias e passou a desenrolar uma série de fios que, ao se entrelaçarem, revelaram as muitas redes que

    atravessam e envolvem a tradição do Odin Teatret.
    Para Barba, somos movidos por um enorme desejo de compreender, ainda que o essencial da vida esteja fora da compreensão. "A realidade, assim como nossos fundamentos, é incompreensível", ele diz. E é essa realidade incompreensível, cheia de mistérios e contradições, que ele busca transmitir concretamente no palco, criando as condições para que atores e espectadores rompam com os paradigmas e os clichês da vida cotidiana e encontrem aquela parte de si que é mais real que a real. Cada ator deve chegar a essa dimensão "outra" para entrar realmente em contato com cada espectador, para "dançar" com ele.

    O diretor italiano cita o cubismo como exemplo: "A pintura cubista parece não ter nada a ver com a realidade, mas na verdade o pintor está tentando trazer para um mesmo
    quadro todos os elementos dessa realidade. Como reconstruir todos esses aspectos da realidade através de uma montagem cênica?


    (...) Eu crio uma espécie de labirinto que pode me ajudar a modelar essa incompreensão, orientando-me e desorientando-me. Trabalhar com uma partitura de ações físicas e vocais, por exemplo, me ajuda nessa busca". Em cena, Barba não quer
    imitar a vida, mas criar um espetáculo que possua uma qualidade de vida própria. Para isso, ...

     

    Renata Caldas:

    Paralelose transversais

     

    A admiração é recíproca. Em meio a encontros em pontes aéreas de eventos teatrais, algumas questões são frequentemente debatidas pelos dois mestres do teatro. Uma delas diz respeito à identidade artística do diretor, função tão pouco palpável numa montagem. Como identificar, então, o trabalho de um diretor teatral? Esse foi o tema para começo de conversa. A tentativa foi responder à indagação na prática, como se a plateia fosse voyeur de uma sala de ensaios. Detenho-me aqui especificamente sobre o trabalho de Freire-Filho, vez ou outra, apontando pontos tangentes à demonstração

    de Barba.
    O uso da palavra na cena é outro aspecto recorrente nas conversas de Aderbal. A  palavra é seu ponto de partida, sua fonte motora, seja para um espetáculo a partir de
    um texto dramático ou de um romance. Não é à toa a insistência em bater nessa tecla. Apaixonado por literatura, ele objetiva preservar os valores da palavra no palco. "Quero fazer um teatro verboso, que seja muito teatral", diz o diretor, que Paralelos
    garante: "não é a palavra que determina um teatro literário".
    O alcance dessa obsessão ...

     

    LEIA MAIS >>

     

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    28.05.2011

    Text in English >>

    Eugenio Barba og Odin Teatret

    tildeles HÅBETS PRIS 2011

     

    Haabets-Pris-2011---Aasen-T.gif

    Lars Olsen, Birthe Rosenfeldt (Åsen Teater), Klaus Tams, Joan Schirle (Dell'arte International), Eugenio Barba

     

    Prismodtagerne får Håbets Pris 2011 for en indsats gennem 47 år, som skaber dialog og visioner om ligeværdige kulturer på den samme jord. Læs mere her >>

     

    Som en del af festprogrammet spillede Odin Teatret forestillingen ODE TIL FREMSKRIDTET >>

     

    PRESSE:

    Hyldest til visionært teater og dets skaber (Nordjyske 22.03.2011)

    Zig-zag for at befri sig fra et frossent jerngreb (Weekendavisen 19.05.2011)

     

    In English:

     

    Eugenio Barba and Odin Teatret are awarded the PRIZE OF HOPE 2011

    Hope 2011 goes to Eugenio Barba and Odin Teatret because of 47 years of effort as creators and visionaries of equality between cultures throughout the world. Their journey has taken them through the Amazon, Holstebro and into the Sahara desert.

    Read more here >>

     

    Speech by Eugenio Barba (also published in the Danish Weekendavisen 19.05.2011) >>

     

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    19.05.2011

     

    Brev fra Daniella Laubech, deltager i Kai Bredholts projekt i København (11.-15. maj 2011): City Arabesk

     

    Mangfoldigheden blomstrede på højtryk i fem dage foran og inde i Gethsemanekirken på Vesterbro i København.
    Odinteatret havde nemlig sagt ja til at strikke en forestilling sammen i anledningen af Settlementets nært forestående 100 års fødselsdag. Den hed City Arabesk -et godt og symbolsk navn, som hele forestillingen levede op til. Den var nemlig fyldt til randen med symboler

    Man kunne melde sig som aktør, hvis det havde nogen interesse. Jeg syntes om ideen og meldte mig med det samme.
    Odinteatret er ikke som andre teatre. Her blander man professionelle artister, skuespillere, sangere, bands og lokale beoere sammen og opnår derved en farverig, alternativ, visuel oplevelse - ikke alene for publikum men også for de medvirkende.

    Foruden flot artisteri, dans fra 40erne og elegant flamincodans, rockmusik, cellomusik og musik i Vesterbroes ånd med harmonika, guitar og sav, var der oplæsning af Tove Ditlevsens vedmodige digte.
    Temaet for denne forestilling eller "cirkus", som man kaldte den var, at alle kan eet eller andet, og man skal ikke holde sig tilbage med at vise sine evner frem.

    Det er jo netop den tankegang, jeg selv kan stå inde for 100%. Men selv med denne indstilling må jeg sige, at jeg overtrådte mine egne grænser ved at blive kastet ud i oplæsningens ædle kunst.
    Kai Bredholt, som var instruktør, kunne jo ikke vide, at jeg for ikke så mange år siden var stammer. Denne lidelse havde jeg haft fra barnsben til jeg var godt oppe i alderen. Det jeg gruede mest for var, at jeg midt i oplæsningen kom til at stamme.
    Uden at ane noget, var det faktisk en satsning, instruktøren gjorde, og det fortæller jo, at man kan mere, end man tror, og bliver man smidt ud i det åbne hav, er det bare om at svømme som ind i helvede for at holde sig i live og nå i land.

    Mangfoldigheden, forskelligheden i Settlememtet havde en stor plads i forestillingen. Pakistanske kvinder sang, mens en akrobat udførte halsbrækkende numre. En araberhest var med i det hele, og flamincodanserinden Erika fra mexico dansede til Vesterbroes musik og min oplæsning.
    Her var det tydeligt for enhver, at ligemeget, hvor vi kommer fra og samles til et fælles projekt, er det nødvendigt at samarbejde og bøje af for hianden.

    Begivenheden satte sig langt inde i mig. Nu da lysene er slukkede, og alle er rejst hver til sit
    vil jeg tænke tilbage på det hele med et glad og åbent sind.
    Jeg takker Kai Bredholt, hans kone Erika og alle som har været med i forestillingen på den ene eller den anden måde.

     

    Kærlig hilsen

    Daniella

     

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    19.04.2011

     

    Hacia los 50 años del Odin Teatret (II)

    Festival de Teatro de Cali:

    autorreconocimiento y desarrollo

    Omar Valiño • La Habana, Cuba

     

    El VII Festival Internacional de Teatro de Cali es una puerta abierta al conocimiento del teatro colombiano, especialmente al caleño, y un gran espacio de aprendizaje gracias a la presencia, a tiempo completo, del Odin Teatret y su director, Eugenio Barba. En sus poco más de 10 años y con frecuencia bienal, el evento ha realizado una tácita contribución al autorreconocimiento local y al desarrollo de sus propias fuerzas, en primerísimo lugar porque su organización parte de los propios liderazgos escénicos asentados en la ciudad. Y nadie sabrá más qué necesita el teatro de Cali que sus mismos protagonistas.

    Los inicios de la cita han sido marcados por varios montajes de los grupos del patio, sobre los que debemos volver en una próxima contribución. En tanto, el gran colectivo internacional radicado en Dinamarca arribó a Cali después de sepultar, en Bogotá, su espectáculo El sueño de Andersen, al cabo de 211 funciones en poco más de seis años de navegación por todo el mundo, 34 de ellas en la América Latina -Andersen merece también un mesurado acercamiento. Ahora el Odin desgrana aquí, en el temprano comienzo de las celebraciones por su medio siglo de vida, el resto de su amplio repertorio y despliega todo su arsenal pedagógico. Viejas y nuevas propuestas en este segmento resultan siempre un estímulo a la imaginación creadora, a la invención técnica, al compromiso ético con el oficio y, a lo esencial para mí: la actitud frente al arte y la vida.

    No puedo cerrar estas primeras líneas sin mencionar la visita al Teatro Experimental de Cali, ese templo desde el cual el maestro Enrique Buenaventura ejerció una influencia decisiva para que podamos hablar, desde hace tiempo, de teatro latinoamericano. Así como sus cenizas no están enterradas, sino sembradas al pie de su árbol de mango, en el centro mismo del patio del TEC, así supongo las siembras de estas jornadas de teatro en esta cálida ciudad colombiana.

     

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    11.04.2011

    Text in English >>

    Texto en español >>

     

    ODIN TEATRET BEGRAVER ANDERSEN I BOGOTÁ

    ANDERSENS DRØM sluttede i Bogotá, lørdag aften d. 9. april 2011.


    Odin Teatrets forestilling har siden premieren i oktober 2004, spillet 211 forestillinger bl.a. i Sevilla, Paris, København, Århus, Holstebro, Lima, Beograd, Rio de Janeiro, Torino, Gallipoli, Taipeh, Madrid, Sarajevo, Bergamo, Firenze, Wroclaw, Sao Paolo, Londrina, San José og Milano.

     

    Efter 8 forestillinger på det nye store Teatro Mayor i Bogotá, Colombia, blev den sidste forestilling spillet for mere end fuldt hus. Odin Teatret har udover forestillinger præsenteret arbejdsdemonstrationer, afholdt kurser, møder og andre aktiviteter i Bogotá.

    Ensemblet drager nu videre til Cali, med samme omfattende program og med forestillingerne DE STORE BYER UNDER MÅNEN, I HVALENS SKELET og SALT.

     

    Efter denne 5 uger lange turné vender teatret tilbage til Danmark, for at gennemføre Holstebro Festuge 2011, der har temaet Kærlighedshistorier, og for at arbejde videre på den næste store ensemble forestilling DET KRONISKE LIV, der har premiere i Holstebro i september 2011, hvorefter den i første omgang drager på turné til Polen og Italien.

     

    See video on YouTube

     

    Text in English

     

    ODIN TEATRET BURIES ANDERSEN IN BOGOTÁ

    Andersen's Dream ended in Bogotá, Colombia, the 9th of April 2011.

     

    Since its first night in October 2004, Odin Teatret's performance had been played 211 times , among other places in Seville, Paris, Copenhagen, Lima, Århus, Rio de Janeiro, Holstebro, Torino, Gallipoli, Taipei, Madrid, Sarajevo, Bergamo, Firenze, Wroclaw, São Paulo, Londrina, San José and Milan.

     

    After eight performances at the impressive Teatro Mayor, the last performance was played among a jammed audience. The programme in Bogotá, in addition to the performances, included several work demonstrations, workshops, lectures and encounters with other theatre groups.

     

    Odin Teatret moves now to the Festival of Cali which is totally dedicated to the Danish Theatre Laboratory's various activities. The programme is even more extensive and includes the performances Great Cities under the Moon, Inside the Skeleton of the Whale, and Salt.

     

    After its 5 week-long tour, Odin Teatret will return to Holstebro to begin the
    preparation for the Festuge (Festive Week) starting 4th of June with the theme of "Love Stories". Thereafter the actors will continue to rehearse the new production, The Chronic Life, which will have its first night on the 19th of September 2011 in Holstebro.

     

    Texto en español:

     

    ODIN TEATRET ENTIERRA ANDERSEN EN BOGOTÁ

    El sueño de Andersen terminó en Bogotá, Colombia, el 9 de abril del 2011.

     

    Desde su estreno en octubre del 2004, el espectáculo del Odin Teatret fue representado 211 veces, en Sevilla, París, Copenhague, Lima, Århus, Río de Janeiro, Holstebro, Torino, Gallipoli, Taipei, Madrid, Sarajevo, Bérgamo, Florencia, Wroclaw, San Pablo, Londrina, San José y Milán entre otras ciudades.

     

    Luego de ocho representaciones en el impresionante Teatro Mayor, se realizó el último espectáculo para una masiva audiencia. El programa en Bogotá, más allá de los espectáculos, incluyó demostraciones de trabajo, talleres, conferencias y encuentros con otros grupos de teatro.

     

    El Odin Teatret se dirige ahora al Festival de Cali dedicado en su totalidad a las actividades del Odin como Teatro Laboratorio. El programa es aún más extenso e incluye los espectáculos Las grandes ciudades bajo la luna, Dentro del esqueleto de la ballena y Sal.

     

    Luego de 5 semanas de gira, el Odin Teatret regresará a Holstebro para preparar la Festuge (Semana de fiesta) que comienza el 4 de junio, esta vez su tema es "Historias de amor". Posteriormente los actores continuarán los ensayos de la nueva producción, La vida crónica, cuyo estreno se realizará el 19 de septiembre del 2011 en Holstebro, Dinamarca.

     

     

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    22.01.2011

    From a participant of the seminar

    Cruzamentos de Dramaturgias

    with Aderbal Freire and Eugenio Barba in Rio de Janeiro, Brazil, December 2010:

     

    Henrique Manoel Silva de Oliveira

    Através do Teatro Poeira no Rio de Janeiro, pelo Projeto Puente, que acontece desde 2006, pude, por três dias, estar perto do diretor e teórico que mais tenho lido nos últimos meses, Eugenio Barba. Mestre fundador do grupo Odin Teatret e do ISTA (Intermational School of Theatre Antropology), Barba escreveu entre outros livros, A Canoa de Papel, Além das Ilhas Flutuantes e A Arte Secreta do Ator, onde relata suas experiências e pesquisas sobre a direção teatral, o teatro como troca, o teatro como realização espiritual. O evento se deu através de um Seminário de Cruzamentos de Dramaturgias, onde Eugenio Barba encontrou seu já amigo de outras estações, Aderbal Freire Filho, criador do Centro de Demolição de Construção do Espetáculo, Sediado no Teatro Gláucio Gill, no Rio de Janeiro. O objetivo do seminário foi a troca de experiências, não só no âmbito da dramaturgia, mas nos processos de construções de personagens e cenas, iniciando as atividades pelas manhãs as 9:30h, com Eugenio Barba ensaiando com Julia Varley. Nesses ensaios tivemos a oportunidade de ver várias técnicas aplicadas pelos dois grandes artistas, Barba como diretor encenador, e Varley como atriz criadora. As 14:30 às 18h Aderbal ensaiou com seus atores, Raquel Iantas, Isio Ghelman, Candido Damm e Gilray Coutinho. No ensaio Aderbal mostrou um exercício de criação onde através de uma crônica literária se construía uma cena, com elementos épicos, modificando o mínimo possível o texto original. Como não pude comparecer na terça feira pela manhã, momento que se iniciou o seminário, me atenho ao que pude presenciar, não de modo descritivo contando passo a passo do seminário, mas escrevo sobre o que me marcou mais neste encontro, como frases fortes que consegui anotar rapidamente com medo de perder o que estava acontecendo, lembranças de ações e mesmo reflexões dos artistas e espectadores presentes e impressões sobre os processos finais. Começo pela terça feira a tarde , primeiro de dezembro, com o ensaio, ou melhor, a mostra de processo de Aderbal Freire Filho e seus atores. Ainda me era desconhecido o trabalho de Aderbal, somente após minha volta do Rio à Ouro Preto, pude conhecer um pouco mais do seu trabalho e descobri que ele era o diretor de Hamlet interpretado por Wagner Moura. De um modo muito simpático e elegante, Aderbal nos explicou como se daria os experimentos e um pouco de sua paixão pela palavra. O teatro, que em muitos momentos foge a palavra literária, temendo uma submissão as letras, também corre o risco, de ao contrário, submeter a palavra a um segundo plano, o que para Aderbal é um triste erro, segundo suas palavras no seminário, " não é a palavra que determina um teatro literário, é possível fazer um teatro verboroso sem matar a palavra". Aderbal pretende trabalhar entre fronteiras, narrativo e dramático, ator e personagem, compromisso e descompromisso, presente e passado, primeira pessoa e terceira pessoa. Para ele o teatro assim com a poesia e o jogo tem o poder de ir além da realidade, tem o poder da ilusão, e é jogando com o espectador, que compra a idéia do ator, que o sonho se cria. Aderbal: "O teatro como jogo da ilusão, provocando o público a sonhar, trabalhando com o artificial, com o falso". "Teatro que se monta na imaginação do espectador, onde tudo é possível, se o espetáculo estimula a imaginação do espectador". Com o texto Sinais interiores de riqueza, de Antônio Lobo Antunes, escritor português, Aderbal demonstra sua teoria do romance em cena. O objetivo não é adaptar o texto narrativo em texto dramático, mas utilizar do jogo que o ator pode construir para ser o narrador e o próprio personagem narrado. Como ter um Vitor Hugo em cena nos contando que em 25 dezembro, ele próprio, Vitor Hugo, diz: Sou um homem que pensa em outras coisas. Foi proposto ao ator Isio Ghelman que entrasse no palco, ainda como ator, e procurasse construir um espaço na nossa imaginação que nos mostrasse o primeiro personagem do texto, Vitor Hugo, mostrasse através de ações que ele se transformava em Vitor Hugo e o tempo e lugar eram outros, para isso Aderbal pede a Isio que improvise. Observação: todos os atores já tinham decorado o texto antes do seminário, para facilitar o processo. A idéia principal de Aderbal é o discurso em terceira pessoa e a ação em primeira pessoa, confundir o passado e presente, o drama e a narração. Aproveitar as possibilidades poéticas do teatro para potencializar o trabalho do ator, este pode ser vários personagens e vários lugares e datas diferentes e esses lugares, datas e personagens podem interagir num mesmo lugar e momento que é o palco. O modo de direção de Aderbal é generoso ao mesmo tempo em que é conciso. Ele busca extrair todas as possibilidades que o ator trás para juntos criarem uma cena, para ele não se deve trabalhar com oposição : "Por oposição não se constrói nada, no lugar de dizer NÂO É ASSIM QUE SE FAZ, deve -se propor outra maneira de fazer". O trabalho acontece através de ações, de propostas experimentadas no corpo e no palco, somente caminhando pode se chegar a algum lugar, mesmo que errado para depois voltar, é preciso sair do lugar inicial. Dentro desta busca por caminhos, Aderbal se preocupa em não se render as soluções, para ele o que em um momento pode se apresentar como um problema, como um objeto aparentemente descontextualizado, mais a frente pode ser a solução para outra cena : "Não deve-se procurar uma solução, o bom é o problema, o problema te permite conhecer mais, ele se torna um caminho". Mas isso não significa se apegar a tudo que se descobre nos processos de criação. Em alguns momentos deve-se abandonar elementos que pareciam essenciais para depois se readaptá-los ou não a cena: "Uma coisa se perde e outras se ganham, sempre." Nesta busca das margens entre passado e presente, primeira e terceira pessoa, narrador e personagem, Aderbal procura no ator um corpo neutro, e como um caricaturista procura delinear traços marcantes dos personagens, para depois que ele procure subjetividades mais profundas. Essa segunda etapa seria o refinamento do trabalho, onde os personagens mostram seus corpos, suas tensões, seus diálogos internos, tudo o que trará mais verdade aos atores e por conseqüência maior encantamento do público. Em muitos momentos a forma de Aderbal Freire Filho conduzir seus atores se comunica com a de Eugenio Barba, mas cada um tem um modo totalmente distinto de trabalho, o que nos faz pensar que não existe uma formula exata de se dirigir, porém existem técnicas que auxiliam o fazer teatral e compartilhar estes conhecimentos proporciona além da perpetuação, novas perguntas sobre o trabalho de direção e atuação. Passarei agora as minhas anotações, impressões e lembranças sobre a apresentação do trabalho de Eugenio Barba e sua atriz Julia Varley. Eugenio Barba é um homem que com certeza aparenta ter menos idade do que realmente tem. Dono de um magnetismo silencioso tem uma voz firme, o olhar aguçado de uma águia e o rigor de um samurai, não foram somente uma ou duas pessoas que não puderam entrar após o horário marcado ao início do seminário. Barba nos conta que seu primeiro contato com o Brasil foi através de um embaixador que o presenteou com o livro Os Sertões, de Euclides da Cunha. Ele nos conta que ficou maravilhado com a riqueza de detalhes sobre o sertão brasileiro e seu povo descritos no livro, daí nascia um grande interesse em conhecer o Brasil e seu teatro, nada mais justo, já que seu trabalho como pesquisador tem como principal foco a antropologia teatral, que é o estudo do comportamento do ser humano quando ele usa a presença física e mental numa situação organizada de representação. Barba procurou culturas folclóricas e religiosas brasileiras, entre elas o Candomblé e suas danças, para acrescentar sua pesquisa. O trabalho de Barba e seus atores, nessa oportunidade Julia Varley, é colaborativo. Barba procura um tema que ele e seus atores queiram contar, após escolhido o tema, pede ao ator que improvise, por mais ou menos 2 horas, enquanto observa em silêncio. Várias energias, ritmos, vozes, imagens são exploradas, onde o ator procura sair de seu movimentos e raciocínios cotidianos, expressando através de seu corpo e voz pelo espaço. Nesta pesquisa prática muitas formas nascem de uma inteligência corporal, inconsciente, que tem a força de uma pré-expressividade, tema muito analisado nas pesquisas do ISTA, a pré-expressividade seriam códigos que falam à uma memória sensorial, através de imagens unidas a um tônus corporal, ou sats como é referido no oriente, uma energia física do ator que comunica ao espectador pelo seu corpo em estado de presença e alerta. Segundo Barba: "Existem meios expressivos que se dominam e os que não se dominam. A memória sensorial das ações físicas são mais comunicativas que as palavras". Após esse tempo de pesquisa do ator com seu corpo, Barba pede que o ator repasse a improvisação lhe auxiliando a lembrar movimentos, ritmos, sons, vozes, falas, até que uma pequena partitura seja construída. Tendo construído esta partitura chega o momento de repartir em vários pedaços, pra trabalhar os ritmos possíveis, entender as imagens que as ações sugestionam, fazendo de modo mais calmo e preciso, como num kata, ( segmentos de movimentos de Karatê codificados que devem ser executados com precisão e esmero). Barba sugere algumas imagens para contribuir à imaginação do ator, como uma imagem de uma flor de lótus iluminada por raios de sol que desabrocha, por exemplo. Estas imagens auxiliam na procura por uma precisão dos movimentos que antes tinhas se dado de modo caótico. Barba : "A precisão se dá pela necessidade das ações na cena, elas não devem nem sem ser anorexias nem obesas, elas devem ter o peso exato que se pede delas." Barba acredita que assim como cada exercício tem seu próprio ritmo, cada ator tem seu próprio tempo, e os exercícios aplicados em seus ensaios servem como disciplina para as atividades físicas, o treinamento sempre constitui um choque entre disciplina e superação da forma fixa. Através dessa disciplina, que requer treinamento de várias horas por dia , o ator adquiri um poder de percepção aguçado sobre seu corpo/voz ( pensando que a voz é uma extensão do corpo) que lhe permite uma maior liberdade de escolha sobre como expressar o que deseja. Barba: "Liberdade é poder escolher e ter capacidade de realizar o que escolheu". Estas percepções aguçadas, superações das formas fixas, maior possibilidades de escolhas, permitem uma maior precisão nas composições executadas. E nessa precisão o ator amplia sua comunicação à seus receptores, pois alcança a fé cênica, isso é, seu corpo, alma e espírito estão em conexão direta com o quer contar. Barba: "Precisão é tudo aquilo que é necessário, imprescindível para se realizar algo, como um cirurgião que deve executar o corte de uma certa maneira para o sucesso da operação. O ritmo é a verdadeira pulsação que leva, que transforma o ator, a forma e a precisão são castradoras, mas ao mesmo tempo propulsoras". Segundo relato Julia Varley, as técnicas de improvisação lhe permitem construir uma espécie de anatomia da cena e o pensamento pós improvisação seria o que dá forma a cena. Julia : "No começo eu penso a imagem e a procuro no meu corpo e voz, depois que ela esta pensada preciso da imagem pra repetir o que fiz, até ela se transformar em algo novo". Com a construção de várias cenas passa-se ao trabalho de edição, que segundo Barba e Julia se assemelham ao cinema de stop motion, onde várias imagens estáticas constroem uma história quando assistidas em seqüência. O ator cria várias imagens com seu corpo, como estátuas, e pelo olhar do diretor apuram essas imagens, lhes dando movimento até formarem seqüências que contam uma história. O trabalho de Barba traz influências grandes do kathakali, teatro e dança indiana dos guerreiros, que buscam uma precisão cirúrgica da forma para execução da cena. Barba procura desenhar cada movimento dos membros, olhos, velocidades, pausas, isso pode aparentar uma tirania sobre o ator, mas ao contrário, essa busca é executada junto ao ator, pois toda construção se dá através do material oferecido por este. Barba assim como Aderbal, procura criar obstáculos aos atores, para que saiam da zona de conforto, um possível movimento viciado, através desses obstáculos ele procura trazer vários matizes para trabalhar o ritmo da cena. Após essas observações sobre o seminário finalizo com as palavras de Eugenio Barba, pois acredito que elas representem uma verdade diante das variantes possíveis no trabalho de direção teatral, onde não existe uma verdade absoluta, mas a individualidade, a escuta interna e o olhar sobre o outro podem construir uma comunicação mais profunda e democrática, aberta a novos caminhos, experiências e realizações. "Cada um tem um caminho, eu nunca poderia fazer o que Stanislavsky fez, não que não possamos conhecer outros conceitos e práticas e utilizá-los, mas só conseguirei fazê-lo do meu jeito, assim como você deve procurar o seu jeito e o jeito dos seus atores".

     

    Odin Teatret Brasil


    ODIN TEATRET BRASIL

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    20.01.2011

     

    VINDENES BRO i Colombia


    Fra d. 19. november - 13. december 2010 arbejdede den internationale teatergruppe: Vindenes bro, under ledelse af Iben Nagel Rasmussen i Colombia.. De opførte forestillingen Ur-Nat, som blev skabt i forbindelse med Teatret OMs 20 års jubilaeum i 2009, koncertforestillingen Alverdens Stemmer og workshops for skuespillere og dansere. Desuden arangerede gruppen  kulturelle byttehandler i fattige kvarterer i Colombias hovedstad Bogotá.

     

    Annemarie Waagepetersen har skrevet følgende rejsebrev om aktiviteterne i Bogotá:

     

    Vi ankom fredag den 19. november efter en lang rejse. I lufthavnen blev vi modtaget af arrangørerne og kørt til vores hotel. En del af os boede i lejligheder og nogle boede på Teatret Varasanta. I de næste 3 uger skulle vi, 25 personer fra 12 forskellige lande i Europa, Asien og Sydamerika, spille forestillinger og koncerter, lave workshops og arrangere kulturelle byttehandler.

     

    Bogotá er en by med 9 millioner indbyggere. Byen ligger i 2600 meters højde, luften er tynd og man drikker coca te for at holde blodtrykket oppe. I de første dage havde flere fra gruppen hovedpine og trykken for oejnene, men efter en uges tid havde kroppen vænnet til højderne. Vi havde et meget intensivt arbejdsprogram, så for det meste af tiden fik vi kun set byen fra bus eller taxi. Der er utrolig meget trafik og alt virker kaotisk med smog, bilhorn og sydamerikansk musik i skøn forening. Bogotá er omringet af bjerge og vi kunne fra vores værelse se svævebanen, som fører op til det hellige sted Monserrate.

     

    Festivaler

    Vindenes bro opførte først og fremmest forestillingen Ur-Nat, som blev til i 2009 i anledningen af Teatret OMs 20 års jubilaeum. Forestillingen var inviteret til to store teaterfestivaler i Colombia: Teaterfestival for Kvinder i Teater for Fred og dansefestivalen Festival de Dansa por la Ciudad. Den første Ur-Nat spillede vi i Parque Nacional som led i festivalen Kvinder i Teater for Fred. Det var en stor begivenhed med fokus på vold mod kvinder og alle de bortførelser og mord, som er sket indenfor de sidste mange år. 3000 mennesker var mødt op med stylter, trommer, masker, bannere. Der var også repæsentanter for Mødrene fra Plaza de Mayo i Argentina. Disse mødre har hver torsdag i over 30 år demonstreret fredeligt på Plaza de Mayo i Buenos Aires. De kræver rettergang for dem, som i starten af 1980'erne bortførte og dræbte flere end 30.000 mennesker. De er nu ældre kvinder med billeder af deres forsvundne familiemedlemmer på brystet.

     

    Ur-Nat var også afslutningen på Dansefestivalen. Vi spillede i parken Santander og publikum var ovenud begejstret. Koncerten Verdens Stemmer var også en succes. I det hele taget mærkede man en stor glæde ved, og en enorm sult efter kultur.

     

    Kulturelle byttehandeler

    Udover forestillinger og seminarer, havde vi også arrangeret en kulturel byttehandel i et stort, fattigt kvarter ved navn Kennedy. Midt i Kennedy ligger der et stort, beskyttet aktivitetscenter med mange forskellige tiltag: her er børnepasning, frisøer, cafe  og et kæmpe telt, hvor der arrangeres aktiviteter for børnene. Da vi ankom skulle vi se de forskellige gruppers indslag til den kulturelle byttehandel og vi blev meget overraskede over al den aktivitet og det høje niveau. Der var klovnegrupper, maskegrupper, et dukketeater, en trommegruppe med børn helt ned til 4 år, en gruppe med en imponerende sværddans og 2 frække reggaefyre!

    Vi viste dem den store sorte ravn fra Ur-Nat. Derefter sammensatte vi et flot program. På dagen for byttehandelen ankom grupperne i parader med musik  fra forskellige hjørner af pladsen, hvor det hele skulle foregå. På den måde kaldte vi på publikum og pladsen blev snart helt fuld af folk og forventning.

    Det fantastiske ved en kulturel byttehandel er, at alle kan være med og ligegyldig hvor i verden du befinder dig, er der en utrolig stemning og et stærkt sammenhold omkring denne fælles kulturbegivenhed.

     

    Seminarer

    Sideløbende med Ur-Nat og Verdens Stemmer afholdt vi seminarer for professionelle skuespillere og dansere: traditionelle asiatiske danse, stemmetræning og sang, fysisk træening og arrangerede byttehandler.

     

    Den måde vi blev modtaget på, gjorde et stort indtryk. Alle var meget venlige og generøse og der var stor interesse for vores arbejde. Men udenfor festivaler, koncertsale og teaterkurser var der et kaotisk liv præeget af vold og kamp for overlevelse. Mennesker bor på gaden og samler madrester fra bunker af affald. Forældreløse børn tager bad i springvand og går med kniv. De har et blik som gamle mennesker efter et hårdt liv, men er kun 4-5 år. Det var meget stærkt at se og det fik mig til at tænke på hvor fredeligt vi har det i Danmark.

     

    Fakta

    Vindenes bro har eksiseret i mere end 20 år og ledes af Iben Nagel Rasmussen, skuespiller på Odin Teatret.

     

    Vindenes bro spillede forestillinger og koncerter og afholdt workshops i Colombia i byerne Bogotá og Villa de Leyva.

     

    Turnéen varede fra den 19. november til den 13. december 2010.

     

     

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    Fotos © Francesco Galli

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    14.01.2011

     

    Teatro Ridotto ha dedicato la stagione e soprattutto il 30 maggio a Torgeir Wethal.


    Una giornata dedicata a Torgeir Wethal

     

    30 maggio 2011


    Teatro Ridotto - la Casa delle Culture e dei Teatri
    Via Marco Emilio Lepido 255, 40132 Bologna, Italia


    ore 17.00

    Inaugurazione della Biblioteca "I Sentieri del Pensiero" dedicata a Torgeir Wethal

     

    ore 19.30

    Raul Iaiza (Argentina) "Fuga sul Training" dimostrazione di lavoro creata con Torgeir Wethal

     

    ore 21.30

    Bianca come il Gelsomino - spettacolo con Iben Nagel Rasmussen

     

     

    torgeir smile.jpg

     

    Torgeir Wethal

    (1947 - 2010)

     

     

     

     

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